5 coisas que faltam no seu PC gamer (e nenhuma é a placa de vídeo)
Todo mundo gasta tudo na GPU e joga em cima de uma mesa desconfortável. Cinco itens baratos que mudam mais a experiência do que trocar de placa.

Existe um erro que quase todo mundo comete ao montar um PC para jogar: gasta tudo na placa de vídeo e joga em cima de uma mesa desconfortável, com um teclado de escritório e o monitor na altura errada.
A placa faz o jogo rodar. O resto é o que faz você aguentar quatro horas nele.
Nenhum dos cinco itens abaixo custa perto do que custa uma GPU. Juntos, mudam mais o dia a dia do que trocar de placa.
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1. Um rato sem fio de três modos
O fio do rato preso na quina da mesa é o tipo de coisa que você só percebe quando some.
Rato sem fio de jogo não tem mais o atraso que tinha dez anos atrás. No modo 2.4 GHz, com o receptor USB espetado, a resposta é indistinguível de cabo para qualquer coisa que não seja competição profissional.
Os três modos resolvem o resto:
- 2.4 GHz para jogar.
- Bluetooth para usar no notebook sem carregar o receptor de um lado para o outro.
- Cabo, para continuar jogando quando a bateria acabar no meio de uma partida — e ainda carregando.
O que olhar: peso abaixo de 80 g e sensor decente. Acima disso, o pulso reclama antes da terceira hora.
2. Um teclado 65%
Um teclado 65% corta o teclado numérico e a fileira de função. O que sobra é mesa: o espaço que o numérico ocupava passa a ser onde o rato se mexe.
Quem joga com sensibilidade baixa move o rato com o braço, não com o pulso. Nesses casos o teclado inteiro é literalmente um obstáculo físico.
Um cuidado antes de comprar: confira o layout. Muitos anúncios vêm com layout alemão (QWERTZ) ou nórdico, e aí as teclas ficam trocadas em relação ao que você está acostumado. Procure a opção US ou PT na página do produto.
3. Um tapete que caiba o teclado e o rato
Tapete pequeno tem dois problemas: o rato cai da borda no meio de uma mira, e a mesa fica com duas texturas diferentes debaixo das mãos.
Um tapete XL resolve os dois — teclado e rato em cima da mesma superfície.
Duas coisas para olhar: borda costurada, senão o pano descola pela beirada em poucos meses, e base de borracha, senão o tapete inteiro anda junto com o rato.
4. Uma barra de luz no monitor
Jogar no escuro com o monitor sendo a única fonte de luz é o que mais cansa a vista. A pupila fica abrindo e fechando entre a tela clara e o quarto escuro.
A barra de luz prende em cima do monitor e ilumina a mesa — não a tela. As boas têm fonte assimétrica: a luz sai inclinada para a frente, de propósito, para não bater no vidro e voltar como reflexo. É a diferença entre isso e uma luminária comum atrás de você.
Liga em USB, então sai da própria torre.
5. Tirar o monitor da mesa
O pé do monitor come uns 25 cm de profundidade da mesa, e quase sempre deixa a tela baixa demais — o que cobra o preço no pescoço depois de umas horas.
Um suporte tira o monitor do pé e deixa acertar a altura: o topo da tela na linha dos olhos.
Confira as medidas antes: este modelo é de parede, vai até 24 polegadas e usa furação VESA 100x100. Se o seu monitor for de 27" ou maior, ou se você precisa que prenda na mesa em vez da parede, procure um braço de secretária em vez deste.
O que não vale a pena
- RGB por RGB. Luz não melhora nada. Se o produto só se vende pela luz, é porque o resto não tinha o que mostrar.
- Headset "7.1" barato. O 7.1 desses é simulado por software; um fone estéreo honesto do mesmo preço soa melhor.
- Cadeira gamer barata. Uma cadeira de escritório boa usada custa o mesmo e dura dez vezes mais. As costas percebem a diferença antes do primeiro mês.
Perguntas frequentes
› Rato sem fio atrasa para jogar?
No modo 2.4 GHz, com o receptor USB, não. O atraso é de poucos milissegundos e só aparece em competição profissional. O Bluetooth é que é mais lento — use-o para trabalho, não para jogo.
› Teclado 65% atrapalha para trabalhar?
Depende do que você faz. Sem teclado numérico, lançar números o dia todo é pior. Para escrever e programar, a fileira de função e as setas continuam lá via tecla Fn.
› Vale a pena teclado hot-swap?
Vale se você acha que pode querer trocar o toque das teclas depois. Hot-swap deixa trocar os switches sem soldar — é o que evita comprar outro teclado por não gostar do som.
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